VISITA DE MÃOS VAZIAS

É lógico que a vinda do vice-presidente da República a Campina Grande, para – como gostam de dizer os políticos – prestigiar o Maior São João do Mundo, é um fato relevante. Pelo simples fato de ser a visita de um vice-presidente. O peemedebista Michel Temer chegou à cidade no início da noite, passou pelo Parque do Povo, onde concedeu entrevista à imprensa, comeu macaxeira com carne de sol, deu uma volta e, antes que o forró esquentasse, foi embora. Foi uma passagem rápida, pouco mais de duas horas, um pulinho em Campina.

O vice-presidente comentou a atuação do senador Vital do Rêgo Filho no Congresso, garantiu que acomodar o ex-governador José Maranhão em um cargo federal é prioridade para o PMDB, elogiou o senador Wilson Santiago e disse que o partido fará o que for possível para manter seu mandato. De alguma relevância, algum interesse real para Campina, só mesmo a promessa de que vai trabalhar pessoalmente para ajudar a desempacar recursos do PAC para a cidade.

Como todo mundo sabe, a rapidíssima passagem de Michel Temer pela Serra da Borborema foi mais um gesto articulado pelo prefeito Veneziano Vital do Rêgo e o senador Vitalzinho para tentar minimizar a ausência da presidente Dilma Rousseff. Uma ausência agravada pela visita da petista a Caruaru, aqui pertinho e, pior ainda, inimiga número um de Campina na disputa de quem faz o melhor São João. Só que Dilma é Dilma e Temer é Temer. Mais que isso, presidente é presidente, vice é vice.

Veneziano e Vitalzinho acertaram, fizeram o que estava ao seu alcance fazer, trazendo primeiro o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, e depois Michel Temer. Mas, além de prestigiar o São João, do ponto de vista efetivo, a vinda do vice-presidente foi pouco significativa para Campina. Até porque foi uma visita de mãos vazias. Temer veio cumprir um compromisso político, tentar amenizar a falta de Dilma, mas, além de uma promessa lançada em uma resposta à imprensa, nada mais teve a oferecer à cidade.

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