OPOSIÇÃO DESTRUTIVA

O papel da oposição é fundamental. Democracia pressupõe a convivência dos opostos e resta àqueles que estão fora da base do governo fiscalizar sua administração, apontar os erros, provocar o debate para que o poder não se estabeleça como dono da verdade, senhor de tudo e de todos. A oposição forte é uma necessidade, garantia de moderação do poder. Não precisa ser “light”, apenas responsável, tendo como desiderato o bem-estar público, e não o de destruir politicamente o governo para disso extrair dividendos eleitoreiros.

Na Paraíba, infelizmente, ainda estamos na idade da pedra lascada no que se refere ao comportamento dos blocos políticos. A maioria dos oposicionistas ignora os princípios e os interesses públicos, para transformar sua atuação numa guerra cruenta pelo poder. Esse entendimento equivocado e mesquinho fez da Assembleia Legislativa um cenário de pesada beligerância, e empurra a Paraíba para um estado de guerra, um jogo de gato e rato, que em nada interessa ao povo.

Essa guerrilha serve apenas a quem busca o poder como forma de subsistência. As medidas impopulares adotadas pelo Governo do Estado nesses cinco meses e meio tinham que gerar as controvérsias que geraram, e a oposição tinha mesmo que polemizar. Mas, tudo tem limites. Houve até quem acolhesse uma estapafúrdia ideia de um grupo vindo sabe-se lá de onde e que queria a cassação do mandato do governador.

Há quem se porte como um João Batista no deserto, denunciando as injustiças deste governo, mas esquecendo que há apenas seis meses era governo – aliás, o grupo que por mais tempo governou a Paraíba. A atual gestão não pode viver de retrovisor, se esquivar das suas responsabilidades – ao ganhador, o ônus e o bônus. Porém, os que perderam não podem querer, por isso, o mal do estado, agindo como se não tivessem responsabilidade sobre os problemas da Paraíba, fazendo oposição destrutiva e pouco ou nada propositiva, criando e alimentando factóide após factóide. Basta de politicagem.

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