A ESPINHA...

Com todo o respeito aos dignos e renomados juristas que prestam serviço ao ex-governador Cássio Cunha Lima, previsão de advogado é feito profecia de vidente, não dá para se levar a sério. No caso destes, porque o futuro a Deus pertence, no caso daqueles porque cabeça de juiz é terra em que ninguém anda. Passada a eleição 2006, quando o TRE cassou o mandato de governador de Cássio, sua defesa garantia que as cortes superiores reformariam a decisão.

O TSE confirmou o resultado e os advogados seguiam convictos de que o tucano não seria defenestrado do Palácio da Redenção, porque seria redimido no STF. Deu no que deu. Em 2010, passou-se a campanha toda na dúvida sobre se Cássio iria mesmo para a disputa ou, nos últimos momentos, seria substituído pela esposa, Silvia. Ele prosseguiu, e recebeu a maior votação para o senado em todos os tempos. Dali em diante, a novela passou a ser se ele seria diplomado ou não. Não foi, cabendo ao terceiro colocado, Wilson Santiago, receber o diploma.

A seguir, assumiria ou não na posse da nova legislatura? Não faltava quem garantisse que sim, mas os ministros do Supremo foram para o recesso sem julgar a Ficha Limpa. Voltaram, julgaram, invalidaram para 2010, houve festa em Campina, Cássio carregado na cacunda dos fãs, e até agora nada. Prometeram que Wilson não comeria o peixe da Semana Santa como “habitante” do Senado, e ele degustou um belo bacalhau sendo chamado de senador.

Depois, a garantia era que o peixe ele comeu, mas a pamonha, não. Pois bem. Acontece que, entre o peixe e a pamonha havia uma espinha: a de Joaquim Barbosa, que precisou ser operada. Agora, enquanto Santiago aprecia a culinária junina como 2° vice-presidente do Senado, Cássio, seus eleitores – e mesmo quem não o é, mas preza pela democracia – assistem, entalados, o STF ignorar o direito não de um político, mas de mais de um milhão de paraibanos que, goste-se ou não do tucano, no gozo pleno dos seus direitos como eleitores, sufragaram seu nome.

Emergentíssimo

O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (foto), em sua visita a Campina Grande na última quarta-feira, classificou o prefeito Veneziano Vital do Rêgo como uma liderança “emergentíssima” e forte candidato para as eleições estaduais de 2014.

Certo e errado

Quanto a Veneziano, Valdir Raupp está certo, evidentemente. O senador equivocou-se apenas quanto ao ex-governador José Maranhão que, segundo ele, perdeu a última eleição “por uma diferença muito pequena”. Na verdade, a derrota foi por uma diferença de quase 150 mil votos. Maior ainda quando a eleição era tida como favas contadas.

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