EMBLEMA DA NOSSA VERGONHA

Até o deputado federal pernambucano Wolney Queiroz (foto ao lado), que é filho de José Queiroz, prefeito da cidade de Caruaru, zombou dos campinenses por conta da visita da presidente Dilma Rousseff ao São João de lá. A petista esteve em Caruaru, que se intitula a “Capital Mundial do Forró”, na noite da última quarta-feira. “Contrariando a torcida do contra, o avião de Dilma toca o solo da capital do São João. Chupa, Campina Grande”, escreveu o deputado em seu Twitter. Não são termos apropriados à fala de um parlamentar, é verdade, mas o fato mesmo é que Wolney Queiroz desconhece as reais razões para Dilma Rousseff não pisar em Campina.

Com certeza não foi por conta da qualidade do São João da nossa terra. A presidente evita a cidade (como já havia feito anteriormente) para fugir do constrangimento de se ver estopim de uma nova batalha nessa guerra entre as facções políticas que transformaram a pobre e sofrida Paraíba no cenário de uma eterna campanha eleitoral. Eterna, suja e virulenta.

Se visse a Campina, Dilma deveria ser recebida pelas principais autoridades do Estado, claro: deputados federais, senadores, o prefeito da cidade e o governador. O problema é que o Palácio do Planalto sabe que tentar juntar essa turma em um mesmo ambiente é mexer com nitroglicerina pura. A presidente teria que se dividir em muitos pedaços para atender aos diversos palanques que jamais deixam de estar montados. Ela é aliada do PMDB do prefeito Veneziano Vital do Rêgo e do PSB do governador Ricardo Coutinho. E, como petista, ainda teria que agüentar o reme-reme dos seus correligionários locais, já que há o PT de Rodrigo Soares, o PT de Luiz Couto e o PT de sabe-se lá quem mais.

É uma vergonha para a Paraíba. Esse episódio é um exemplo claríssimo do quanto nosso estado perde, do quanto deixar de avançar, do quanto anda para trás por conta da nossa política mesquinha. Essa guerra pelo poder está afundando ainda mais um estado pobre e pequeno, que não merece a pequenez dos seus políticos.

Novo nome

O empresário e ex-vereador Antônio Hamilton Fechine (foto à esquerda) é mais um provável pré-candidato a prefeito de Campina Grande em 2012. Figura popularíssima na cidade, Fechine é filiado ao PSL, que é presido em Campina pelo vereador Cassiano Pascoal.

Possibilidades

Hamilton Fechine, todavia, não deve continuar no PSL, caso vá disputar a prefeitura. Ele confirma apenas que está em negociação com dois partidos, mas prefere não dizer quais. O Diário Político apurou que uma das siglas seria o PCB. Os comunistas estariam entre o empresário Fechine e o gari Martins da Cachoeira, também cotado pela legenda.

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