OPINIÃO: JOAQUIM - UMA INCÓGNITA

O ministro Joaquim Barbosa tornou-se mais conhecido pelos paraibanos em 2007, por ocasião da renúncia de Ronaldo Cunha Lima ao mandato de deputado federal para escapar do julgamento no Supremo Tribunal Federal por conta do chamado “Caso Gulliver” – quando tentou matar o ex-governador Burity. Quem não lembra que Joaquim Barbosa ficou uma arara?

“Esse homem (Ronaldo) usou de todas as chicanas processuais durante quatorze anos para fugir do julgamento. O ato dele é um escárnio para com a Justiça em geral e para com o Supremo em particular. Ele tem direito de renunciar, todavia é evidente a segunda intenção. O que ele fez foi impedir que a Justiça funcionasse”, atacou. Joaquim também ganhou as páginas de todos os jornais quando, em 2009, num bate boca com o então presidente do STF, Gilmar Mendes, o acusou de “estar destruindo a credibilidade da justiça”, e completou: “Vossa excelência, quando se dirigir a mim, não está falando com um dos seus capangas do Mato Grosso”.

No ano passado, o ministro viu sua imagem se desgastar quando, estando de licença médica, foi fotografado em bares e festas. Além disso, Barbosa é apontado como o “emperrador” de processos no Supremo. Exatamente por isso, mais que por suas posições firmes e contundentes, tornou-se o terror daqueles que apresentam recursos na Suprema Corte. Deve ser isso que está preocupando mais o ex-governador Cássio Cunha Lima. Quando seu recurso receberá o parecer do relator?

O atual presidente do STF, Cezar Peluso, ao indeferir o pedido de liminar da defesa do tucano para que ele fosse empossado no Senado, argumentou que, como o tempo de mandato de senador é muito largo, não haveria prejuízo relevante caso, depois, Wilson Santiago tenha que devolver a cadeira a Cássio. Tese controversa. Pensar que Joaquim Barbosa nutra sentimentos de vingança contra os Cunha Lima só pode ser exagero. Com ele, o problema é que até os mais poderosos descobrem o quanto é lenta a justiça nesse país.
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Coluna de domingo no Diário da Borborema

Um comentário

paulo oliveira disse...

Não acredito que o supremo se deixe influenciar por esse excesso de zelo que toma o perfil do ministro joaquim barbosa.Além de radical,não respeita seus companheiros de corte e lhe falta postura de um verdadeiro magistrado

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