OPINIÃO: CASA DE FAMÍLIA

Hoje assumem seus mandatos os eleitos da Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado da República. Da Paraíba, são dois senadores, doze deputados federais e 36 deputados estaduais. No que se refere à Câmara, nota-se uma acentuada queda na média de idade dos novos deputados paraibanos.

No grupo que tomou posse em 01 de fevereiro de 2007, essa média era de 52,8 anos e, agora, é de apenas 43,5 anos. Em 2007, cinco deputados estavam acima da casa dos 60 anos: Luiz Couto (61), Marcondes Gadelha (63), Ronaldo Cunha Lima (70), Armando Abílio (62) e Wilson Braga (75), o mais velho. Este ano, são apenas dois os sexagenários: Nilda Gondim (64) e Luiz Couto (65), agora o mais idoso. Há quatro anos, o mais jovem deputado federal paraibano foi Efraim Filho, então com 27 anos, que chegava para exercer seu primeiro mandato eletivo. Desta vez, assumem dois imberbes deputados com apenas 21 anos, que nunca haviam exercido qualquer função eletiva: Wilson Filho e Hugo Mota.

Quem também assume seu primeiro cargo eletivo é Nilda Gondim, que chegou à Câmara dos Deputados pela força dos filhos, Vital do Rêgo Filho, agora senador, e Veneziano Vital do Rêgo, prefeito de Campina Grande. O jovem Wilson Santiago substitui o pai, que assume cadeira no Senado. Já a eleição de Hugo Mota foi uma demonstração da força do pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley. Quem volta àquela casa é Benjamin Maranhão, mais uma vez com a força decisiva do tio, o ex-governador José Maranhão.

Como se vê, entre os cinco representantes eleitos pelo PMDB, apenas um, Manoel Júnior (reeleito), não chegou lá escorado em uma forcinha familiar. Fora do núcleo familiar peemedebista, também contou com a colaboração paterna Aguinaldo Ribeiro (filho do ex-deputado Enivaldo Ribeiro), que troca a Assembleia Legislativa pela Câmara Federal. Logo, fica evidente que ser deputado federal está virando coisa de pai para filho, de filho para mãe, de tio para sobrinho. É quase uma herança.

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