OPINIÃO: PRIMEIROS ATOS


Perguntado na semana passada sobre qual deveria ser seu primeiro ato como novo governador, Ricardo Coutinho respondeu que seria tomar posse. Pois bem. Uma vez empossado, já no primeiro dia útil do ano Ricardo fez a caneta oficial funcionar. No decreto número 01, em que oficializa as nomeações dos escolhidos para sua equipe de governo, o socialista exonerou todos os ocupantes dos cargos de provimento em comissão e de funções de confiança.

Ainda ontem, o governador reuniu-se com o procurador-geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, para discutir a delicada questão da recomendação do Ministério Público para que o Estado demita servidores contratados sem concurso público. Ricardo ainda cancelou convênios para aporte de recursos em festas municipais, determinou o funcionamento dos órgãos estaduais em dois expedientes e a redução do número de policiais militares que prestam segurança à Assembleia Legislativa e a prédios do poder judiciário.

Conforme prometido durante a campanha, o governador anunciou a criação do “Empreender Paraíba”, nos moldes do que existe na Capital, viabilizando a concessão de crédito para os pequenos empreendedores. Mas, sem dúvida alguma, a ação de maior impacto e consequente repercussão de Ricardo Coutinho foi a assinatura de uma medida provisória suspendendo o vultoso aumento dos salários dos deputados estaduais, secretários, vice-governador e governador.

A majoração, que eleva, por exemplo, os salários dos deputados estaduais de pouco mais de R$ 12 mil para mais de R$ 20 mil, fora aprovada sem maiores controvérsias pela Assembleia Legislativa. A tônica das primeiras ações deste governo terá mesmo de ser essa. Sem o enxugamento da máquina, o equacionamento das contas públicas, a recuperação do crédito com fornecedores, a retomada da capacidade de investimento, será impossível fazer o Estado andar. E a Paraíba, atrasada, não pode mais arrastar-se, precisa acelerar o passo rumo ao futuro.

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