OPINIÃO: POBRE PARAÍBA

Todos nós crescemos aprendendo na escola que a Paraíba é um estadozinho pequenino e pobre, encravado entre vizinhos maiores e bem mais ricos. O que não nos foi dito é que a Paraíba não cresce na proporção e velocidade que poderia e deveria porque historicamente padece sob uma seqüência de administrações de visão pequena, que, por picuinhas políticas e guerrinhas eleitoreiras, não dão sequência a ações de antecessores, mesmo aquelas que estavam funcionando bem e dando certo.

Também não nos é dito que, embora sendo um estado pobre, a Paraíba prodigamente banca luxos e privilégios de um pequeno grupo. Nos últimos dias, levantamentos da imprensa nacional trouxeram à luz alguns destes casos, como, por exemplo, o oneroso pagamento de pensões a ex-governadores e viúvas de ex-governadores. Uma prática abolida pela Constituição Federal de 1988, mas que, na prática, sob as barbas da lei vem sendo mantida no estado, como se o privilégio de alguns estivesse acima do bem e do mal.

Segundo levantamento de um jornal paulista, a Paraíba ocupa o quarto lugar nacional em gastos com a manutenção das pensões. Ao todo, o custo anual da “ajudinha” totaliza cerca de R$ 3,2 milhões aos cofres paraibanos. No rol dos ex-governadores vivos “aposentados” temos políticos que se mantêm na ativa, como Cássio Cunha Lima, o mais votado para o Senado nas eleições de outubro; Wilson Braga, deputado federal em fim de mandato e deputado estadual eleito; José Maranhão, que deixou o comando do executivo estadual recentemente.

Há, ainda, aqueles que ficaram apenas alguns meses no governo, caso de Milton Cabral, Cícero Lucena (atual senador), e Roberto Paulino, que comandaram o estado por apenas 09 meses cada. Na lista, ainda figuram Dorgival Terceiro Neto e Ronaldo Cunha Lima. Como se fosse pouco, pelo menos 71 ex-deputados estaduais e 79 viúvas de ex-deputados também recebem pensões entre R$ 4 e R$ 12 mil do estado. Paraíba pobre? Pobre Paraíba!

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