OPINIÃO: O PORQUÊ DE SER DO CONTRA


Terminada a eleição, quando um novo governo assume, é preciso guardar as ferramentas de campanha, superar quaisquer frustrações políticas ou pessoais e esperar que quem chega faça um bom trabalho, para o bem geral. É necessário dar algum crédito a quem inicia um mandato, afinal, bem ou mal o resultado de uma eleição é a expressão da vontade popular e, ademais, o sentimento de “quanto pior, melhor” é tão mesquinho que ninguém assume nutri-lo.

Mas, há muita gente que não vive sem ele. O governo Ricardo Coutinho ainda não chegou ao primeiro mês, o que inviabiliza completamente qualquer análise mais acurada sobre seu desempenho, e, enquanto de um lado uma multidão de áulicos aplaude euforicamente, do outro, um grupo, sob uma motivação singular, torce contra, critica tudo, condena, esnoba e ridiculariza. Na oposição a medidas como a demissão de servidores não concursados e no conflito sobre a chamada “PEC 300 paraibana” há a posição e as contradições políticas naturais.

Nesses casos existem nuances que, naturalmente, levam ao debate, campo onde a oposição faz seu papel – embora sempre surjam os excessos. O estranho, porém, é quando alguém mostra torcer contra qualquer medida moralizadora, que busque republicanizar a coisa pública. Todas as vezes em que a nova gestão estadual tem apresentado um discurso nesse sentido, há uma reação crítica e esnobe, quando, na verdade, deveria haver estímulo e, sobretudo, o compromisso da vigilância para que o discurso torne-se realidade.

Se o governo Ricardo Coutinho não cumprir a promessa de promover um choque democrático no estado, no devido tempo deverá ser submetido ao juízo popular e ao julgamento da história. Como qualquer um outro. Agora, se compromete-se a implementar mudanças fundamentais, ficar contra é ser a favor do jeitinho, do governo de alguns e para alguns, como se a Paraíba não devesse mudar, como se esta terra estivesse fadada a ser para sempre um reinozinho de privilegiados.

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