OPINIÃO: ONTEM, DIA DE ELEIÇÃO

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral, através do despacho monocrático do ministro Marco Aurélio de Melo, de conceder o registro do deputado estadual reeleito Márcio Roberto (PMDB), começa a provocar a já esperada reviravolta na formação da Assembleia Legislativa da Paraíba. Esperada porque, com a indefinição em torno da aplicação da Lei da Ficha Limpa, a eleição continuou em aberto.

Pior para Carlos Batinga (PSC), que perde a condição de reeleito, e Genival Matias (PT do B), que até ontem sentia o gosto de ser um deputado noviço. Márcio recebeu 24.880 votos, números que o colocaram como o décimo mais votado da coligação PMDB/PSC, que fez doze deputados – 11 pelo quociente e um pela média. Com a validação dos seus votos, o quociente eleitoral para a Assembleia Legislativa, que foi de 55.151 votos, subiu para 55.842. Carlos Batinga, que entrou pela chamada média, na 12ª vaga da coligação PMDB / PSC, caiu uma posição, ficando agora apenas na primeira suplência.

Já no caso de Genival Matias, o prejuízo foi ainda mais profundo, já que, contabilizados os votos de Márcio Roberto, sua coligação ficou um pouco abaixo do quociente. Ocorre que a coligação do presidente estadual do PT do B, que reuniu ainda PRTB, PHS, PMN e PC do B, somou 55.514 votos, logo, 363 a mais que o quociente, o suficiente para eleger um deputado. Mas, com os sufrágios de Márcio Roberto agora acrescidos ao total de votos válidos, o bloco não atinge o novo quociente, de 55.842 votos.

No lugar de Genival, ganha cadeira na casa de Epitácio Pessoa o democrata Domiciano Cabral, que somou 24.329 sufrágios. Ontem, após saber da decisão do ministro Marco Aurélio de Melo, Domiciano comemorou, agradeceu aos seus eleitores e fez a tradicional promessa de honrar cada voto recebido. Pelos lados de São Bento, terra do peemedebista Márcio Roberto, ontem foi dia de festa. Para os dois que comemoram e os dois que lamentam, a eleição de 03 de outubro só acabou ontem.

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