OPINIÃO: FOI RIFAR, SAIU RIFADO

Quem desejar participar da rifa de um carro, procure a assessoria do deputado estadual petista Jeová Campos, na Assembleia Legislativa. O valor – meio salgado – da cartela, R$ 500, é para ajudar a pagar as contas da campanha de Jeová a deputado federal.

Foi o saldo da troca de uma reeleição quase certa pela disputa da Câmara dos Deputados, que rendeu ao deputado, além das dívidas ainda remanescentes, um total de 66.741 votos, suficientes para deixá-lo na primeira suplência. Não seria um péssimo resultado, tendo em vista que seu companheiro de PT, o deputado federal reeleito Luiz Couto, é cotado para ser um dos secretários do governador eleito Ricardo Coutinho.

Isso, claro, se Jeová não tivesse sido justamente o maior adversário do padre nessa eleição. Mas foi. Jeová foi escalado pelo presidente do PT paraibano, Rodrigo Soares, para rifar Couto da Câmara. O próprio Rodrigo tentaria cumprir essa missão, não fosse ter se enredado no plano que ele mesmo armou para derrubar o padre.

aNuma eleição com denúncias de forte intervenção do PMDB, Rodrigo tomou de Couto a presidência do PT. Sem ligar para a execração pública de outro petista, o atual vice Luciano Cartaxo, Rodrigo sonhava com Brasília. Tudo ia às mil maravilhas, até que se viu forçado a ficar como vice de Maranhão, o que nem de longe estava em seus planos.

Escalou Jeová para tirar Couto do Congresso, deu todo apoio ao primeiro e fez de tudo para estorvar o caminho do segundo, mas nada deu certo. O santo do padre parece ser forte. Luiz Couto venceu o próprio PT, foi reeleito e – em cima de queda, coice! –, até a cadeira de vice, em que Rodrigo se preparava para sentar, perdeu-se. J

eová, por sua vez, acabou rifado no processo: acusou Maranhão de invadir seus redutos para favorecer o sobrinho Benjamin; ficou como suplente de um titular que não tem o menor interesse em ajudá-lo; vai dar adeus à Assembleia em fevereiro. Jeová, nessa maré de azar, se concorresse sozinho à própria rifa, ainda era capaz de não ganhar.

Falando nele

Opinião do deputado Jeová Campos (foto) sobre a judicialização das eleições: “O voto deve ter valor soberano. Seguindo a tendência que tenho observado, daqui a pouco quem será soberano? O voto popular ou a decisão de um juiz? Precisamos rever isso”.

Mudança de comando

O conturbado PT do B campinense deve passar por uma mudança no seu comando nos próximos dias. O presidente do diretório municipal, Mário Cézar, que enfrenta forte oposição de alguns partidários, deve deixar o cargo. Dentre os insatisfeitos com a gestão de Mário estão o vereador Laelson Patrício e o suplente em exercício Ribamar Oliveira.

Não foi

O prefeito de Picuí Buba Germano não compareceu à última sessão da Câmara daquele município, conforme havia prometido no último sábado, quando disse que participaria da sessão para desmoralizar seu adversário, o vereador Olivânio Dantas.

Falando nisso

A Mitra Diocesana de Campina Grande, a quem a paróquia de Picuí está subordinada, parece ter feito voto de silêncio. Não responde às acusações de que teria sido conivente com uma suposta prática ilegal envolvendo recursos públicos. Dom Aldo Pagotto também se mantém calado quanto às acusações de que a igreja teria abafado o caso.

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