OPINIÃO: PSB, OPOSIÇÃO EM CAMPINA

Para não mandar recados pela imprensa antes de conversar com os interessados, o presidente do PSB em Campina Grande, Fábio Maia, evita declarar que postura o partido adotará em relação a membros que se mantêm no governo do prefeito Veneziano Vital do Rêgo, caso do vereador Antônio Pereira, que é da bancada situacionista, e do secretário executivo Hermano Nepomuceno.

Mas, sua própria decisão de deixar a presidência da Urbema é uma forte evidência de uma definição clara: o PSB exigirá de seus filiados o alinhamento com a posição do partido no Estado, ou seja, de oposição ao PMDB, o que valerá também no âmbito municipal.

Em 2008, os socialistas ainda eram aliados do PMDB, ajudando a eleger Veneziano e passando a ocupar cargos na gestão municipal. Após o rompimento e mesmo durante o processo eleitoral, o comando do partido não se opôs a presença de filiados – e até de seu presidente municipal – no governo do peemedebista, o que, de agora em diante, será diferente.

Fábio Maia entregou a presidência da Urbema no último dia 01, logo após a vitória de Ricardo Coutinho. Já o vereador Antônio Pereira há muito previa que, cedo ou tarde, haveria uma ordem da direção da legenda para sua mudança para a bancada de oposição a Veneziano. Mesmo prevendo, Pereira relutava.

Resta aguardar a posição de Hermano Nepomuceno, se seguirá a determinação partidária ou fica com o prefeito e deixa o PSB. Seja como for, Fábio Maia disse esperar reunir-se até o fim desta semana com os dois vereadores da legenda na Rainha da Borborema, Antônio Pereira e Ivonete Ludgério. E ele deixa claro que a regra a ser repassada para os dois valerá para todos os socialistas.

“Depois dessa reunião, o PSB terá um posicionamento, e esse posicionamento deverá ser seguido por todos os seus filiados aqui em Campina”, avisa. Para bom entendedor, o recado está claro. Nos próximos dias, o PSB passa integralmente a ser oposição ao prefeito Veneziano.

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