OPINIÃO: PACTO DE PAZ E TRABALHO

Na última quarta, o governador eleito Ricardo Coutinho reuniu-se, em Brasília, com a bancada paraibana no Congresso Nacional. O encontro redundou numa lista, apresentada por Ricardo e discutida com os parlamentares, de 13 prioridades iniciais para direcionamento de emendas.

Estiveram presentes os senadores em fim de mandato Efraim Morais e Roberto Cavalcanti, mais os deputados Rômulo Gouveia, Efraim Filho, Damião Feliciano, Major Fábio, Vital Filho, Manoel Júnior, Luiz Couto e Wilson Santiago. Os ausentes teriam apresentado justificativas, inclusive o senador Cícero Lucena, que acompanha a mulher, Lauremília, que sofreu um princípio de infarto.

A assessoria de Ricardo Coutinho divulgou uma fotografia do encontro, fartamente repercutida pela imprensa paraibana, em que adversários que até alguns dias atrás digladiavam em busca do voto dos eleitores (como Efraim Morais e Wilson Santiago) aparecem lado a lado, em torno de uma mesa, discutindo como acomodar emendas à relação apresentada pelo governador eleito.

Uma imagem alvissareira, do que deve ser de fato a política: acabada a eleição, todos republicanamente dando as mãos em prol do interesse geral. É uma imagem para se guardar, como registro de um gesto que, se repetido, pode levar a Paraíba a uma fase de legítimo crescimento.

É óbvio que nossos políticos não viraram modelos de espírito republicano. É claro que a reunião em Brasília não implica, por si só, numa mudança de mentalidade dos nossos representantes. Mas é lógico, também, que o encontro foi um gesto expressivo, que deve ser estimulado, como um indício de que é possível caminharmos rumo a um gradual amadurecimento de nossas relações políticas.

A Paraíba precisa de um rumo novo ou estará condenada a figurar eternamente no rol dos miseráveis; precisa de um pacto de paz e trabalho. Que nossos representantes se enxerguem como personagens de um momento histórico, que requer grandeza para superar a pequenez.

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