OPINIÃO: O FUNIL DE 2012

Se registrarmos todos os nomes que têm acenado com a possibilidade de uma candidatura a prefeito de Campina Grande em 2012, de partidos de elite a cacarecos – e, quem sabe, até os costumeiros laranjas – é bem provável que cheguemos a algo na casa dos vinte pré-candidatos.

Só no PSDB, três nomes são aventados para a disputa: o deputado federal eleito Romero Rodrigues, o vice-governador eleito Rômulo Gouveia e Diogo Cunha Lima, filho do ex-governador Cássio. Ao menos por enquanto, o PMDB do prefeito Veneziano Vital do Rêgo não dá sinais de disputa interna, tendo apenas o vereador Fernando Carvalho sonhando com uma indicação que é para lá de incerta.

Guilherme Almeida (PSC) e Daniella Ribeiro (PP), ambos cotados para uma eventual aliança com o PMDB, em não vingando a parceria com Veneziano podem ser candidatos avulsos. A candidatura de Alexandre Almeida (PT) como indicação do atual prefeito está mais para ficção científica. O presidente municipal do PTB, José Arthur Almeida, o Bolinha, quer ser candidato.

O empresário Érico Feitosa, também, mas ainda falta um partido (caiu na armadilha do PHS esse ano e ainda acabou defenestrado da legenda). O PSOL vai ter candidato próprio. Pode ser que, em 2012, Campina Grande ultrapasse a média de candidatos das suas últimas duas décadas, nunca acima de seis.

Mas, também pode ser que isso não aconteça. Ocorre que a grande quantidade de eventuais pré-candidatos de agora vai passar, evidentemente, por um funil. Além dos nomes que ainda disputarão a indicação do próprio partido, é sabido que há quem se apresente como provável postulante apenas para marcar terreno, ter o nome repercutido, dizer que está vivo – além daqueles que jogam verde para colher maduro, sonhando até com uma indicação para figurar de vice numa chapa competitiva.

Bom seria que tivéssemos pelo menos três chapas fortes, para que a disputa não se limitasse a um mero confronto direto entre os dois segmentos que têm se alternado no poder municipal.

Cena absurda

Ontem, durante a audiência pública para o orçamento 2011, um suposto representante do movimento negro causou constrangimento ao fugir do tema proposto, dirigindo-se grosseiramente ao professor Flávio Romero, secretário de educação do município.

Cena repudiável

Irritada com tamanha beligerância, a vereadora Daniella Ribeiro, presidente da Comissão de Orçamento, lembrou não ser a primeira vez que aquele cidadão promovia esse tipo de desconforto. A Câmara deve ser um espaço democrático, mas jamais pode facultar a palavra a quem pretende promover uma sórdida guerra entre negros e brancos.

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