ÁUDIO VAZA E REVELA ESFORÇO PARA CONTER AUMENTO DO MÍNIMO. PARA SANDRO MABEL, ASSALARIADOS FICAM 'MAIS EXIGENTES'

Deu no G1:
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O relator do Orçamento 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), disse nesta quarta-feira (17) que há margem para um reajuste do salário mínimo acima dos R$ 540, mas que o governo quer evitar superar esse valor para não causar problemas às contas das prefeituras e da Previdência.

A declaração foi feita durante conversa com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e os deputados Sandro Mabel (PR-GO, foto ao lado), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Cândido Vaccarezza (PT-SP).

A conversa, que ocorreu durante reunião do Conselho Político e deveria ter sido reservada, acabou transmitida pelo sistema de som ao comitê de imprensa do Palácio do Planalto. Depois de cerca de meia hora de transmissão, o som foi cortado.

“Tem margem para aumentar um pouquinho o salário mínimo? Tem margem para aumentar um pouquinho. Agora, é o correto fazer isso? Estavam me explicando que se aumentar para R$ 560, R$ 570, no repique do ano que vem vai bater perto de R$ 700. É o certo isso?”, indaga Argello a seus interlocutores.

O senador disse que o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabbas, pediu a ele que “segurasse” o mínimo em R$ 540.

“Tem o problema principal, que é o da Previdência. Quem tem que resolver essa equação é o ministro da Previdência, e o que ele disse foi: ‘Segura nos R$ 540 que vamos ver o que é possível fazer’. Então, não é pelo salário, é pela Previdência”, disse Argello durante a conversa.

Sandro Mabel se disse a favor de aumentos para o mínimo, mas afirmou que é preciso ter “dosagem” na concessão de reajustes, porque os beneficiários podem ficar mais “exigentes”.

“Eu sempre sou a favor que suba o salário mínimo, mas eu acho que tem que existir sempre uma dosagem, porque senão vamos tirando a capacidade de poupança, vamos criando mais economia e não vamos ter infraestrutura para essas pessoas, que vão ficando mais exigentes. Quanto mais [eles têm], mais exigente eles ficam. Eles querem mais coisas. Então tem que tomar cuidado”, disse o deputado.

Após a reunião do Conselho Político, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o governo não abrirá mão do atual critério de reajuste do salário mínimo, baseado na inflação e no crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB). Ele afirmou que o valor viável para o mínimo é de R$ 540.

"Nossa política é reafirmar a política atual de aumento do salário mínimo, que dá aumento real e com a qual chegamos a um reajuste de R$ 540", disse.

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