RICARDO COUTINHO SUPERA MÁQUINA ESTATAL E SE ELEGE GOVERNADOR COM A MAIOR VOTAÇÃO DA HISTÓRIA DA PARAÍBA - 1.079.164 VOTOS

Ricardo Coutinho é o décimo terceiro governador eleito pelo voto popular na Paraíba. Mais que isso, é o primeiro pessoense a ser prefeito da Capital e governador do Estado, eleito democraticamente. E mais: recebeu a maior votação de todos os tempos para o cargo: 1.079.164 sufrágios.

Seu adversário, o governador e candidato José Maranhão, do PMDB, recebeu 930.331 votos. Percentualmente, o resultado foi 53,70% a 46,30% - uma diferença de 7,4%.

O maior destaque na vitória de Ricardo Coutinho, no entanto, reside no fato de ele ter vencido um impressionante uso da máquina do Estado, principalmente na reta final das eleições. Nunca se viu na Paraíba uma realidade tão alarmante quanto a que, entre chocados e perplexos, assistimos nos últimos dias.

Além dos projetos empurrados para aprovação pelo Governo do Estado sobre a Assembleia Legislativa – que não teve a dignidade de reagir – , sancionados na véspera e publicados no Diário Oficial no dia da eleição, vimos notícias surpreendentes, fatos dos mais absurdos, sórdidas campanhas de difamação e o uso da Polícia Militar de uma maneira que macula o nome da nossa força policial.

Aliás, para bem da verdade, não foi a primeira vez que a PM se viu a serviço de interesses políticos. Em 2008, quando o tucano Cássio Cunha Lima governava o Estado, militares foram denunciados por agir de forma excessiva contra militantes pró-Veneziano Vital em eventos políticos da eleição municipal. Mas, agora, a coisa foi muito mais longe.

É indispensável a adoção urgente de medidas para resguardar a Polícia Militar, evitando que a instituição se transforme num corpo de soldados e oficiais para atender interesses políticos e eleitorais de governadores.

Voltando ao processo eleitoral, este foi um pleito que desmoralizou todas as pesquisas. O Ibope, com suas artimanhas, correu para sua área de segurança na véspera da eleição, a margem de erro. E, na boca da urna, saiu-se com um evasivo empate em 50% para cada lado.

Em suma, maior que a vitória de Ricardo foi a derrota de uma campanha de vale tudo como nunca se viu, de práticas que a Paraíba – um estado pobre e pequeno – não poderia bancar.

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