REPORTAGEM ESPECIAL: ATÉ HOJE, DOZE GOVERNADORES FORAM ELEITOS PELO VOTO POPULAR NA PARAÍBA

O exercício do voto para escolha dos governadores dos estados no Brasil é recente, remonta a 1947. Destes 63 anos desde as primeiras eleições diretas para governador, há, ainda, uma lacuna entre os pleitos de 1965 e 1982, quando o País, sob a ditadura militar, tinha eleições indiretas, com os governadores sendo escolhidos pelas assembléias legislativas dos estados.

Desde a proclamação da República, em 1889, até 1930 (ano da revolução que pôs fim à chamada República Velha), o chefe do executivo das unidades da Federação era chamado de presidente, e eleito indiretamente. De 1930 a 1947, com o Brasil debaixo do poder de Getúlio Vargas, os estados tinham interventores, devidamente nomeados, é claro, pelo Governo Federal.

Durante a República Velha, foram presidentes da Paraíba (sem registrarmos os governos temporários): Venâncio Neiva, de 1889 a 1891; Álvaro Lopes Machado, de 1892 a 1896; Antônio Alfredo da Gama e Melo, de 1896 a 1900; José Peregrino de Araújo, de 1900 a 1904; Álvaro Lopes Machado (novamente), de 1904 a 1905; Valfredo Leal, de 1905 a 1908; João Lopes Machado, de 1908 a 1912; Castro Pinto, de 1912 a 1915; Francisco Camilo de Holanda, de 1916 a 1920; Sólon de Lucena, de 1920 a 1924; João Suassuna, de 1924 a 1928; e, finalmente, João Pessoa, de 1928 a 26 de julho de 1930, quando foi assassinado.

Dali até a eclosão da revolução de 30 (04 de outubro), quando veio a baixo a República Velha, Álvaro Pereira de Carvalho comandou a Paraíba, sendo, portanto, o último presidente do Estado.

Após a revolução, José Américo de Almeida, nome de confiança do movimento, assumiu como o primeiro interventor, mas por menos de dois meses, apenas para um período de transição, já que ele estava designado a ocupar um ministério no Governo Vargas.

A seguir, foram interventores: Antenor Navarro, de 1930 a 1932; Gratuliano Brito, de 1932 a 1934; Argemiro de Figueiredo, de 1935 a 1940; Ruy Carneiro, de 1940 a 1945. Daqui até 1947, os interventores ficaram apenas meses no cargo: Samuel Duarte Viana, de julho a novembro de 1945; Severino Montenegro, de novembro de 1945 a fevereiro de 1946; Odon Bezerra, de fevereiro a setembro de 1946; e, finalmente, José Gomes da Silva, de setembro de 1946 a 04 de março de 1947, quando Osvaldo Trigueiro assumiu como primeiro governador eleito pelo voto popular. De lá para cá, foram doze eleições direta. No dia 31, a história registrará a décima terceira.

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