ASSIS COSTA: PORTA-VOZ DO APOCALIPSE

O secretário adjunto da pasta de Interiorização (interinamente na titularidade) Assis Costa, fez ontem uma análise do resultado do primeiro turno das eleições estaduais, em que seu aliado e chefe, o governador José Maranhão, era apontado como franco favorito para vencer sem necessidade de segundo turno e, no entanto, o resultado foi o que se viu.

Logo de início, Assis Costa não poupa críticas aos institutos de pesquisas, que apontavam a vitória do peemedebista. “Os institutos de pesquisas ficaram todos desmoralizados. Deveriam se recolher, se reciclar, passar pelo dez anos fazendo um estudo científico, para comprovar os próprios erros”, ponderou.

Assis garante que José Maranhão jamais calçou sapatos altos, ao contrário de muita gente ao seu redor. “O governador sempre alertou que não existe vitória antecipada, mas muita gente se acomodou. Menos eu, que desde o primeiro turno até hoje nunca dormi antes de duas horas da manhã, sempre trabalhando”, disse.

Ele vai além, diz que as pesquisas de consumo interno também foram mal trabalhadas e que pessoas próximas a Maranhão teriam o induzido ao erro. “As pesquisas internas também erraram. Nesse ponto, o governador também foi enganado por pessoas que o queriam agradar. Muita gente hoje foge do assunto porque sabe que errou”, detona.

O secretário adjunto disse que o maior erro foi em relação à realidade de Campina Grande. “Criei várias polêmicas por mostrar principalmente a questão de Campina. Eu tinha essa preocupação. Levei ao governador a informação de que o quadro na Cidade era muito diferente do que se pintava.

Quando eu chegava nas reuniões, havia quem dissesse: ‘Lá vem o porta-voz do Apocalipse em Campina Grande’. Não era. Era apenas a realidade. Houve muita acomodação,” comenta. Assis Costa afirma que a perspectiva era de uma derrota de Maranhão para Ricardo na Rainha da Borborema por cerca de 25 mil. A profecia foi menos apocalíptica que a realidade.

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